[escrito em 25 de janeiro de 2012]
por muitas vezes eu passei um bom tempo pensando nessas possibilidades.
a cidade, as pessoas parecem estar seguindo um ritmo muito acelerado e sem sentido, que não é o que quero pra mim…
eu quero o tempo mais devagar,
quero ter o prazer de experimentar e poder me dar a chance de tentar…
quero viver bem, feliz,
me alegrar, conversar, vivenciar…
mas não sei se é preciso abandonar tudo daqui pra obter isso.
falam de 2012 várias coisas… eu não creio exatamente no fim do mundo…
na destruição total do planeta e dos seres humanos… da vida…
não é isso… eu tomei conhecimento do calendário maia só agora pouco… não sabia nada sobre ele antes.
mas tem muitas coisas que fazem sentido…
a contagem do tempo… o ciclo do tempo da Terra, dos seres humanos… das nossas almas…
me liberei aos poucos de algumas correntes.
uma delas a do trabalho em tempo integral…
a da espera por um salário no final do mês pra poder pagar as contas, pra manter um “estilo de vida”…
tenho seguido a minha intuição,
a minha vozinha interior que me mostra a hora certa de agir.
sei que ela é importante e confiável por causa dos resultados.
agindo de acordo com o que me incomoda
passei a não deixar pendências para depois.
essa resolução em agir
me fez ser mais corajosa,
esquecer de todas as características negativas das quais uma vez ou outra na vida já me apontaram e eu guardei achando que então era isso mesmo e não havia nada a ser feito.
mas não consigo ter um planejamento bem delineado na minha mente do que quero para o meu futuro… aqui, fisicamente, como ser humano.
como não sei mesmo nada sobre o futuro, apenas estou recebendo inúmeras informações de diversas fontes
o que sinto é que devo não fazer muitos planos fechados,
mas sim deixar aos poucos o caminho livre, meu entorno leve…
assim, estarei sempre atenta e pronta
o que não quero é conviver com o medo
a dúvida, a indecisão…
estou me entregando às Forças Maiores…
se surgir uma situação da qual eu não consiga me “salvar” fisicamente,
me entregarei sem medo,
não com esperanças de retornar sã e salva ao corpo,
mas com a fé de que irei pra algum outro lugar que é onde eu deverei estar.
Compartilho contigo as mensagens que têm aparecido pra mim, me desafiando:
– Por que se adequar à padrões dos quais você não acredita, não confia, não vê boas intenções?
– Para que seguir adiante no ritmo louco, alucinado de vida, se não é o que te faz bem?
– Muitos caminhos curtos foram percorridos com a ilusão de serem mais rápidos, mais prazerosos… mas você sabe que só foram perda de tempo. Por que não finalmente se entregar, admitir, ou confiar nesse caminho mais longo e misterioso que está bem na sua frente?
Tô percebendo que somos mesmo todos irmãos… irmãos de alma
todos nós temos fraquezas parecidas,
às vezes somos como crianças perdidas… procurando desesperadamente pelos pais…
Vamos nos ajudar… da maneira que pudermos… vamos nos reencontrar?


























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